quinta-feira, 12 de julho de 2012

Testemunho da mãe de uma de nossas crianças

Testemunho da mãe de uma de nossas crianças - Creche Dom Giussani

Belo Horizonte 19 de junho 2012

 Dedico esta carta a todos os funcionários da creche Dom Giussani... 

   Fico triste em saber que algumas mães não valorizam o que vocês fazem, achando que é obrigação e não reconhecendo o duro que vocês dão para cuidar tão bem das crianças. Nossa, é uma loucura...
 Eu fique louca por ver o que vocês passam. São muitas crianças, muitas tarefas que vocês fazem todos os dias, meu Deus, vocês são vitoriosas por estarem tão bem. 
  Agradeço a Deus pela benção que foi ter conseguido a vaga da Raylla na creche, e saber que ela esta sendo cuidada por pessoas maravilhosas, pois nunca tive dúvidas do desempenho profissional das pessoas que trabalham na creche. Sempre foram atenciosas e precisas comigo e minha família em todos os sentidos. Porém saber era uma coisa, e vivenciar foi outra, pois o dia que passei na creche para mim foi um dia de aprendizado. 
  Fato, vocês educadoras dão o melhor de si para cada uma dessas crianças, não apenas em saber o nome de cada criança, mas em conhecer, cuidar, e respeitar cada uma, pois o amor que vocês têm com cada criança faz com que vocês deixem de dar amor como educadoras se tornando em amor de mãe. 
 Mãe porque as protegem, conhece cada uma em detalhes, como a mãe reconhece cada filho. Sabe que o mais tranqüilo e aquele que tem que ficar o tempo todo atenta na hora do almoço ou do lanche. Vocês sabem o que cada um gosta de comer, o que come bem, e aquele que como pouco, o que gosta de jogar bola ou de ouvir historia, também tem aquele que gosta de atenção. Na hora de dormir vocês conhecem o jeito que cada um gosta de dormir, ate deitam com eles fazendo carinho. Achei tão lindo. 
 Gente, vocês são mãezonas dessas crianças. Dão a elas algo que muitas nem em casa encontram, amor, carinho, compreensão, respeito e ai vai sem fim... 
  Fiquei e estou maravilhada, apaixonada por vocês todas lindas e especiais. Escrevo com o coração apertado com vontade de chorar, por saber que existem pessoas como vocês, e eu tive o prazer de conhecê-las e de vivenciar cada momento, pois antes eu só trazia e buscava a Rayla, não tinha se quer a noção do que é passar um dia na creche, e olhar que foi um dia. Vocês todos os dias fazem do trabalho de vocês uma grande família. Parabéns que Deus abençoe a todas vocês no nome de Jesus. E eu agradeço pelo aprendizado que vou levar pelo resto da minha vida, que em algo simples como amor tudo se torna em alegria, vocês são ótimas. 
   Eu, Marília Gabriela Valariano mãe da Raylla Brabriela agradeço pelo dia 13 de junho de 2012 por ter passado com todas vocês. 
    Beijos

terça-feira, 3 de julho de 2012

Festa Junina - Creche Etelvina


Neste sábado, dia 07 de julho, a partir das 10h, 
realizaremos a festa junina da Creche Etelvina.

Convidamos todos para participarem da nossa festa! 
Esperamos vocês!



Matéria foi ao ar no Jornal Alterosa do SBT!

Na última terça feira tivemos uma matéria sobre as Obras Educativas Padre Giussani no SBT. A matéria foi ao ar no Jornal Alterosa segunda edição.

Veja como foi!




sexta-feira, 29 de junho de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Uma aula no maternal da Rosária por Marco Aur

Vejam que maravilha de relatorio do nosso educador musical MARCO AUR...




Uma aula no maternal da Rosária

9:40 da manhã de quarta feira. Dia frio em maio, céu azul e limpo. Só me faltava um cheiro de roça queimada para que eu pudesse me transportar 35 anos no tempo. Sou muito marcado pelos sons, sabores e principalmente pelo olfato. Mas o clima está perfeito para mais uma aventura na minha vida. Vou pela primeira vez me ter com a Rosária e sua turminha do maternal, crianças de 2 e 3 anos.
Encontrar-me com essas crianças é um atrevimento grande. As crianças pequenas estão experimentando tudo aos poucos, estão formando suas impressões de mundo, seus conhecimentos, suas sensações. Tudo toca fundo e tudo move. Suas reações são de crença e elas se apóiam totalmente em quem está ali como referência. A Rosária é esse ponto central, esse farol visto o tempo todo. Não é de se surpreender que ao me apresentar ela tenha dito que eu sou um “amigo”, me colocando dentro do seu espaço afetivo e de confiança. As crianças entendem e me olham muito caladas, mudas... querem me ouvir, me saber, me captar. Quem é esse homem?

Eu sou a música, e não pode haver desvios. Devo ser claro e preciso me fazer entender logo. A música não é minha propriedade e por sorte as crianças dali já têm intensas experiências com ela. Sei disso. Desde o berçário as educadoras cantam. Cantam, a Beré canta, não é que deixam um cd tocando alto enquanto o dia transcorre. Cantam, e o canto tem uma finalidade, tem um destino, tem um foco: cantam para elas, para cada uma delas, cantam para o encontro, para afirmar uma postura, uma compreensão bem definida da vida. Cantam para dizer que a vida vale a pena, para dizer que cada uma dessas crianças tem um valor e são únicas, são um presente, um dom. Cantam porque muitas mães já não cantam! Aqui onde trabalho é uma obra educativa e assistencial, numa região pobre da periferia de Belo Horizonte. Poderia ser por isso, pela vertente da pobreza e da necessidade essa forma de compreender os valores da música ou da minha atuação. Mas que engano! O fenômeno musical é isso! Tem esse poder de afirmar claramente um modo de perceber e atuar no mundo. Por outro lado, a pessoa é isso, um complexo de necessidades e vulnerabilidades. O status, a posição social não salva a pessoa das suas necessidades. Somos seres dependentes do encontro e da positividade: do significado. Mas uma postura como essa dos educadores, que cantam, não se contrata, se educa.

Música na infância é corporalidade, movimento, luz, contraste, afetividade, é música! E eu vou ao encontro dessas crianças... cantar um bem e receber a grande esperança, a promessa que elas são e trazem para o mundo.

Cantamos em roda “atirei o pau no gato”. Melodia alegre, em modo maior, muito familiar para nós ocidentais, com movimentos melódicos ascendentes e descendentes em graus conjuntos de fácil entoação para as crianças, com poucos saltos e bastante direcionalidade. Tudo caminha para o clímax final em que as crianças atingem a nota mais alta, a tônica superior, e se jogam no chão num pulo às vezes até perigoso. Para mim foi uma surpresa: as crianças se jogaram no chão e permaneceram ali deitadas, como se estivessem descansando da jornada musical que aquela pequena peça as proporcionou. Foi muito engraçado. Repetimos tudo e nada se perdeu.

Ensinei para elas o “pé de alface”. Cantiga em que “os coelhinhos” afirmam o seu grande prazer em comer verduras e legumes e a delícia de poderem fazer “requebradinhas”. Nessa música a criança que está no meio da roda é o coelhinho e está na expectativa de convidar um colega pra juntos rebolarem. Música, educação alimentar, motricidade, disciplina, afetividade, alegria ao som do pandeiro.

Plantei um pé de alface
A “Clara” tirou um galho (2x)
Rebola xuxu rebola
Rebola senão eu caio (2x)



Melodia muito ritmada e com vários saltos melódicos, mas muito atraente. Os saltos, difíceis no começo, logo são incorporados e valorizam muito a pulsação e o jogo. A vontade de dançar aumenta pelo uso do pandeiro num “toque” muito familiar para quem gosta de capoeira ou samba.

Propus fazermos “o vento do fantasma”, “o uivo do lobisomem”, gesto melódico em glissando num sobe e desce arrepiante. As crianças gostaram muito e se lembraram do lobo mau. Além de vocalizarmos, lançamos os braços pra cima e pra baixo fortalecendo a compreensão do movimento melódico. O glissando é gostoso de fazer e quando bem feito fortalece as cordas vocais e ajuda a ampliar a extensão vocal. É bem diferente dos gritos que as crianças fazem no recreio. É tudo controlado, educado para não “quebrar o som”, fato que deixa a voz muito estridente e irritante. Muitas crianças gritam muito ao falar, exatamente porque não tem uma boa referência vocal. Fizemos isso e depois também imitamos “o vento do Saci Pererê”, um sopro mais oscilante em formato de redemoinho. Acho que isso eu não sou capaz de descrever, mas tentem imaginar, ou então criem o seu próprio. Cantei pra elas o “vento caxinguelê”:

Vem vento caxinguelê
Cachorro do mato quer me morder

É uma cantiga “sem compromisso”, não demanda nada, não propõe nenhum movimento ou atitude. Existe. Não tem serventia a não ser ela mesma, o prazer de cantar. São duas notas de um acorde acéfalo: a terça e a quinta de um acorde maior. É portanto um intervalinho de terça menor que saltita pra cima e pra baixo, leve, sem direcionamento climático. Com um movimento de mãos mostrei pra elas que as notas pulavam pra acima e pra baixo, e brincamos um pouco com isso, cantando. Levantei-me em seguida, e peguei na minha mochila um tubinho de fazer bolinhas de sabão. Brincamos muito de soprar as bolinhas sem batê-las com as mãos ou sair do lugar. As bolinhas ficaram flutuando por muito tempo e pudemos ver muitas delas explodindo. Um gran finale.

Marco Aur
Educador de Cantiga de Roda

(uma parceria das Obras com o BDMG Cultural)


Foto: Kika Antunes

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Coroação de Maria na creche Gilmara Íris


Convidamos a todos para a nossa homenagem a Mãe de Jesus.
Dia: 31 de maio de 2012
Hora: 16 horas
Local: Creche Gilmara Íris

Ficaremos felizes com a presença de vocês!
A Direção